A humanidade colocou muros entre espécies, delimitou etnias. Criou corredores esterilizados. Definiu estruturas, padrões, regras e conceitos. O homem ergueu o Novo Mundo... olhou pro céu e explicou as estrelas. Em cima da terra construiu edifícios; de seu próprio corpo fez estrutura de exposição. Mas em sua mente não suporta nada, tudo o que nela chega deve sair. Ainda faz de sua cabeça uma estação de pensamentos – pouco retém, aprende menos ainda.
A humanidade se orgulha: tudo pode transformar, tudo pode modificar... tudo pelo bem da “grande” espécie!
Mas são os verdadeiros cegos em existência, ignorantes e presunçosos ao querer mudar o que não conseguiram compreender. O humano tem seu próprio tempo... e seu próprio mundo. Mantém-se na “solidez” das civilizações, mas mal é capaz de sentir o chão em que pisa. Dignifica-se pela intelectualidade e consciência, mas esqueceu-se do principio do mundo... esqueceu-se do mundo e está preso em seus métodos, perdido entre seus sistemas e processos.
Para ele, gota de chuva é água que cai; areia é um simples grão que sempre esteve por ali; o que lhe é colocado frente à boca vai pro estômago; o alimento não sustenta; a água não sacia; o ar não alivia: sufoca.
Seu céu não é nada de mais... e seus olhos já não podem descansar.














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Sacrificed
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